Quer um exemplo? Um dos últimos posts do cara (que, diga-se de passagem, está em todas as redes sociais que você já ouviu falar e causa um puta desconforto para acompanhar. Quero dizer, você não sabe onde procurar informação nova: twitter? wordpress? facebook? flickr? Tou com 5 janelas abertas aquí, só pra ter certeza que não perdí nada), Smith comenta que recebeu uma carta pessoal do presidente norte-americano Barack Obama.
Diferenças políticas à parte, acredito que qualquer um gostaria de ter seu trabalho reconhecido pelo presidente do seu país, nem que seja pra saber que chamou a atenção de alguém. E é exatamente assim que Smith começa o seu post. Nesse momento, você pensa: Porra, que bacana, o cara conseguiu chamar a atenção do Barack Obama. Mas ao continuar a leitura, o leite azeda.
Richard P. Smith é mais uma prova da máxima que diz que todo designer tem a cabeça enfiada dentro do próprio cu. Suas idéias irão mudar o mundo, e quem discorda tem, no mínimo, um puta problema de mau gosto. Nas palavras de Smith: "Obama apreciou a iniciativa, mas, aparentemente tem problemas maiores para resolver, como saúde (chato) e segurança nacional (chaaaaaaato)". Note que os parenteses também fazem parte do post do indivíduo.
Qual é o problema desse cara? Ficou ofendido pelo presidente colocar a saúde dos americanos à frente do seu projeto gráfico? Queria um abraço e ser convidado pro Letterman? Apresentar o Saturday Night Live?
Designer é foda mesmo. E eu digo isso com propriedade, porque trabalho na área. Não faço questão de dizer que eu sou um, até porque desistí de concluir minha formação. Salvo algumas exceções, discordar da opinião de um designer é o mesmo que jogar merda na cruz. O cara pode até fazer uma cara de coitadinho na sua frente, mas dê as costas e ele vai te chamar de ignorante pra baixo. E o mais engraçado é que ninguém retruca: os designers são os primeiros a confirmar essa opinião (alguém aí discorda?)
Sobre o projeto em sí, a idéia é boa. Pode sim passar uma informação de agilidade e mudança, bate bem com a nova imagem que o Obama quer passar com sua administração, deixando pra trás toda a carga pesada republicana da era Bush. Não é apenas uma proposta artística bonitinha, mas sim um bom projeto de comunicação, coisa que anda em falta ultimamente. Design é, acima de tudo, funcionalidade, não arte.
É lógico, projetar é experimentar. Grande parte das propostas são mais conceitos do que o produto final, e essa é a parte que mais agrada no projeto. Se libertar de idéias pré-concebidas, viajar alto para ter um outro ponto de vista, para depois voltar ao chão e escolher o que vale e o que não vale.
Seguem algumas imagens retiradas dos inúmeros blogs e sites que o projeto possui na internet (isto sim uma bola fora em termos de funcionalidade, mas acredito que eu já resmunguei disso antes). São diversas propostas - Smith não é o único criando os projetos, diversos designers apresentam suas idéias. Por ser um assunto muito abstrato de se discutir, não vou me meter a besta de criticar ou elogiar um ou outro projeto. Infelizmente, não são todas as imagens que possuem créditos.
Kyle Thompson
Roderick Thompson
Mike Kostyo
Nate Castiglione
Michael Ross
E a minha preferida
Gabriel Eid
Seguem os links para o projeto:
Preposterous
Flickr
Facebook do Richard Smith
Blogspot
É isso aí, abraços, e me desculpem pela diagramação do blog. Vou tirar o fim de semana para remodelar isso aquí, porque no horário de almoço do trampo não dá.






Nenhum comentário:
Postar um comentário